16 comentários em “O RISCO DA VIRADA É O RISCO DO DIA A DIA

  1. Salve meu chapa.

    Concordo que boa parte, ou quase todas as violências que acontecem na virada cultural, também acontecem no cotidiano, porém também acho que especificamente na virada essas violência são intensificadas.

    Não saberia dizer os motivos, mas suspeito de algumas coisas; muita coragem garganta a baixo, muita coisa dentro do nariz e da mente deixam aflorados nossas humanidades mais primitivas e quando isso é expressado coletivamente na massa a coisa ganha maior visibilidade e também se agrava.

    Mas e aí, o que será que esta por trás da proposta de se fazer um evento como esse? Será esse o melhor formato de se garantir acesso a bens culturais? Como fica o resto do ano?

    Acredito que podemos fazer grandes reflexões em torno desse tema, babilônia cultual “garante acesso”, mas o preço que esta sendo pago em nome da arte é caro, não acha?

    Fica aqui a opinião de quem se incomoda com o formato e adoraria conversar mais sobre o tema.

    Abraços meu chapa.

    Vagner Souza.

    • Salve, Vagnão.

      Desconfio e muito do formato. Você tocou no ponto, nego: Visibilidade. O casamento festa/cultura é poético e muito, mas você tá ligado que lá na frente, vira números e imagens de realização de sucesso nos palanques e programas eleitorais. Na verdade o cenário é muito parecido: Palcos, microfones no talo e multidões. O acesso também independe de festa e multidão concentrados num dia só. Por outro lado, enquanto escrevo, agora, ouço no rádio que a PM já começou à dar sugestões e é sempre aí que mora o perigo: Palcos cercados por tapumes, proibição de bebidas alcoólicas e restrição no horário ou seja, enquanto o evento tiver formato de festa, que seja então uma festa, porque essa gente com seus tapumes e regras já conseguiu esfriar e muito, o futebol e o carnaval que brigam desesperadamente pra não se transformarem em duas enormes chatices.

      Abraço forte, meu mano.

  2. Vivenciei um exemplo de Festival em Vitória da Conquista-BA, que meu fez refletir a Virada em SP. Lá também tem show, espetáculo, festa e tudo mais, mas durante o dia tem colóquio, oficinas e palestras, com os movimentos sociais (educação, cultura, LGBT, juventude negra , etc.) e atividades de oficinas com alguns artistas do evento. Tinha uma proposta de entretenimento e formação, e gostei da proposta. Lógico que em uma cidade de proporção menor como Vitória, tudo ocorre como aqui (briga, assalto), é treta igual, mas em menor escala. Mas quando as pessoas iam ao show, chegavam alimentadas de diálogo e de troca e isso a longo prazo deve dar bons resultados por lá. Quem sabe não é uma alternativa?

    Axé!

    Michel Yakini

    • Sensacional esse modelo de Vitória da Conquista. e quantas outras idéias de formatos abrangentes, democráticos e variados não teríamos? Michel, reparou como pouco ou nada falam nas coberturas televisivas, radiofônicas sobre as atividades ” indoor” da Virada? O lance é mesmo essa equalização. Lembra das primeiras? Tenho a sensação de que a cada ano a nossa Virada vai ficando mais parecida com o Reveillon na Paulista. são descaracterizações que vão se apropriando do evento, deformando. Tem a Parada Gay que deu uma esfarelada e ganhou um jeitão de rave tamanho família. Vocês do Elo e os meninos da Brasa. Nos aniversários dos coletivos, dia das crianças, organizam eventos que (ainda) não duram 24 horas, mas chegam bem perto disso, com festa, sim, shows, palco armado, discussões, bebida, comida, lançamentos e banca de livros. Taí, nego.

      Axé!

  3. Pois é meu irmão a discussão é ampla, e se a gente não se propor a pensar em novas formas os fascista vão continuar dando ideias e sendo aprovadas. forte abraços e mais uma vez fica aqui registrado o desejo de tomar um café, com bolo de fubá e muita ideia sem pressa. axé

  4. É isso ai. Muvuca, oportunidades para tudo. Diversão, perversão. Educação, cade? Pro car que arrasta geral e pro cara com seu i-phone postando tudo no meio da galera. Reconhecer o outro, se reconhecer no outro. Abraçao canalha.
    PS. Só porque acho que hoje é seu aniversario, queria te ligar e descobri (pqp) que não tenho seu celular. Beijo meu queridão, feclicidades, só o filé pra ti. E que a vida seja generosa.

    • É isso aí, Cesão. Coisas da multidão. Nas cidades praianas, minimamente, a rapaziada se acostuma com a presença do outro, da diferença na hora do lazer. Por aqui o povo ainda fica muito pilhado, nervoso.
      Canalha! Vou te mandar meu cel. por e-mail. Valeu pelos votos, meu amigo.
      Beijo

  5. grande Walner! jogando a real pra moçada ficar esperta e não deixar nunca de colocar a arte acima do medo! Bóra pra muitas viradas que ainda virão…
    muito boa sua presença lá no CCSP hoje, finalizando a Rebosteio com chave de ouro e presença dos amigos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s